HD São José
Conheça os 10 atrativos do nosso mapa do tesouro
No HD São José, as ruas do centro histórico se transformam em cenário para uma grande aventura. Entre desafios, brincadeiras e descobertas, crianças e famílias conhecem a história de uma das cidades mais antigas de Santa Catarina de forma leve e envolvente.
Bica da Carioca
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A Bica da Carioca foi construída em 1840, aproveitando as águas de um pequeno córrego que passa no local.
Era na carioca que as mulheres escravizadas lavavam roupa e a população buscava água.
Em 1940 foi construída a estrutura com tanques para lavação de roupa, reservatório de água.
Tombada como paatrimônio histórico de São José, em 2005, recebeu em 2018 recebeu uma obra de revitalização e limpeza.
Curiosidade: sabe o que é uma carioca? Durante o período colonial, esse nome foi dado a alguns locais utilizados para buscar água. A palavra tem origem indígena e, segundo uma das interpretações mais conhecidas, significa “casa do homem branco”.
Igreja Matriz
Com a chega das primeiras famílias açorianas que colonizaram São José, em 1750, foi criada a Paróquia de São José e construída uma pequena igreja no local onde hoje está a Igreja Matriz.
Na década de 1870 foram finalizadas obras de reforma e ampliação, quando foram produzidos os altares em madeiras, existentes até hoje.
Recebeu várias reformas ao longo do tempo, mas mantém as características desta grande reforma dos anos 1870.
É tombada como patrimônio histórico de Santa Catarina desde 1998.
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Sobrado Gerlach
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Localizado ao lado da Igreja Matriz, o Sobrado da Família Gerlach foi construído por volta de 1850 pelo comerciante José Antônio do Pinho. Funcionava como comércio na parte de baixo e residência no andar superior.
Foi adquirido pela família Gerlach em 1902 e ali funcionou, entre 1929 e 1959 o Café Social.
Tombado como patrimônio histórico de São José desde 2005, hoje recebe em seu andar térreo a Biblioteca Pública Municipal e no pavimento superior a Secretaria de Cultura e Turismo do município.
Casa de Câmara e Cadeia
A Casa de Câmara e Cadeia de São José teve sua obra concluída em 1859 e representa uma característica comum do período colonial: um mesmo edifício que concentrava funções administrativas, judiciais e de segurança. No andar superior funcionava a Câmara Municipal e no andar térreo a cadeia.
Tombado como patrimônio histórico de São José desde 2005, atualmente é a Casa da Cultura de São José.
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Igreja de Nosso Senhor do Bonfim
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Localizada a poucos metros da Igreja Matriz, a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim teve sua construção iniciada em 1851. Na ocasião, um padre natural da Bahia, que percebeu a existência de muitos devotos do Senhor do Bonfim na comunidade e arrecadou recursos para a construção da igreja, no alto do Morro do Bonfim.
Tombada como patrimônio do município de São José oferece ao visitante um dos mais belos visuais do Centro Histórico.
Para não esquecer: Como acontece em outras regiões do Brasil, a devoção ao Nosso Senhor do Bonfim possui uma forte ligação com a população negra e relembra a importante participação deste povo na história da cidade.
Theatro Adolpho Mello
Inaugurado em 1856, o Theatro Adolpho Mello é o mais antigo de Santa Catarina e está entre os primeiros do Brasil.
Além de espetáculos de teatro, recebeu sessões de cinema por mais de 30 anos, abrigando o Cine York.
Reformado algumas vezes ao longo dos anos, foi tombado como patrimônio histórico do município em 2005.
Seu nome é uma homenagem ao maestro e violinista João Adolpho Ferreira Mello, nascido em São José.
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Solar Ferreira de Mello
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Construído por volta de 1772, o sobrado com localização privilegiada, tem as características tradicionais das construções da época, em grande dimensões, com andar superior destinado a moradia e no piso térreo comércio.
Foi sede da Guarda Nacional, escola militar e senzala.
Residência da família de Luiz Ferreira Mello, presidente da província de Santa Catarina, hoje o local abriga o Museu Histórico Municipal Gilberto Gerlach e é tombado como patrimônio histórico de Santa Catarina desde 1986.
Curiosidade: No Solar Ferreira Mello, durante visita de Dom Pedro II a cidade, foi realizada a tradicional cerimônia de "beija-mão", ocasião em que o imperador ofereceu uma espada ao dono da casa, que também recebeu o título imperial Ordem da Rosa.
Casa da Municipalidade
O sobrado, construído no final do século XIX, desde pelo menos 1915 já é referido como "Casa da Municipalidade".
Teve muitos usos ao longo dos anos e um que se destaca é como sede do Clube Recreativo 1º de Junho, com a realização de bailes nas suas dependências.
De propriedade do município, ao longo dos anos teve seu andar térreo alugado para atividades comerciais e a mais de 30 anos abriga o Bar do Toninho.
Tombado como patrimônio histórico do município, desde 2005, no pavimento superior é a sede do Arquivo Histórico municipal.
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Monumento aos Açorianos
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Obra do artista josefense Plínio Verani, o Monumento aos Açorianos foi construído no ano 2000, para celebrar os 250 anos da cidade.
A obra é composta por 9 esculturas humanas e cada uma representa um aspecto da história e cultura da cidade, como o oleiro, a rendeira, o pescador.
Representa também os casais açorianos que atravessaram o oceano para se estabelecer em São José, por isso o formato de barco, retratando a travessia.
Trapiche de São José
Os trapiches tiveram grande importância ao longo da história de São José. Cidade litorânea, vizinha à capital, cidade em uma ilha, os trapiches conectavam São José a Floripa e também ao restante do mundo através do transporte marítimo. Existiam dezenas ao longo da orla da cidade.
No centro histórico, no mesmo local onde está o trapiche atualmente, reinaugurado em 2019, existia outro que funcionou até a década de 1950. Foi construído em 1859 e durou até 1955 quando foi destruído por uma tempestade.
Relembra quando São José era um entreposto comercial importante e sua relação histórica com o mar.
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Sobre os tesouros
Ao final da atividade, vocês encontraram um tesouro diferente. Em vez de ouro ou pedras preciosas, ele é formado por histórias, saberes e tradições que ajudam a construir a identidade de São José.
A pulseira de renda de bilro foi produzida pela Tia Chica, rendeira e contadora de histórias que dedica sua vida a preservar e compartilhar esse saber herdado de gerações passadas. O boi de mamão em miniatura foi confeccionado pelo professor Ilson, da tradicional Escola de Oleiros de São José, onde a arte do barro continua sendo ensinada e valorizada.
A bolacha artesanal em formato de São José foi feita uma a uma por Dineia, do Ateliê de Biscoitos Arte com Amor, transformando ingredientes simples em memória afetiva. A Bala Dalva representa uma história de 74 anos iniciada na Rua Almirante Lamego, no centro de Florianópolis, e que segue adoçando gerações.
Completa o tesouro o chocolate Toré, produzido na região e premiado internacionalmente. Sua história mostra que a criatividade e o talento da nossa gente continuam produzindo verdadeiros tesouros.
No fim da atividade, descobrimos que o maior tesouro de São José não é um objeto. São as pessoas, seus saberes, suas tradições e tudo aquilo que torna a cidade única.
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