Dicas para iniciantes - Trilhas seguras

Muitas pessoas nos perguntam:

É seguro fazer trilhas com as crianças???

Pode nos dar dicas de como fazer trilhas com os pequenos?

Decidimos então fazer uma postagem sobre este tema, tentando abranger informações principalmente para os iniciantes. Vamos lá!

Primeiramente é importante saber que toda aventura envolve riscos, então, estar preparado para situações adversas é o primeiro passo para que um dia de diversão e conexão com a natureza não se torne um dia de tristeza e interação com médicos e enfermeiros.

Se você nunca fez uma trilha, sugerimos começar pelas trilhas autoguiadas em parques. Em Florianópolis há no Parque do Córrego Grande um trajeto de aproximadamente um quilômetro, terreno plano, entre a natureza onde se pode encontrar belas plantas e com sorte, alguns micos, não chega a ser uma trilha, mas já é um passeio interessante para testar o fôlego dos pequenos (e dos adultos também, né!).

Agora se a ideia é partir para uma trilha de verdade, aquelas imersões na natureza, daí o primeiro passo é pensar em trilhas curtas, de no máximo 3 quilômetros, preferencialmente por terrenos planos. Importante nestes casos é pensar em todos os detalhes para não passar nenhum perrengue, aí vão algumas dicas:

1) Estude muito bem o trajeto.

Veja a distância, a topografia (para ver se não há muita subida), se o local é coberto por árvores ou é em campo aberto (as áreas sem cobertura vegetal são muito mais quentes), o grau de dificuldade, se a trilha é aberta ou fechada, se é de fácil orientação. Para estas informações geralmente utilizamos o aplicativo Wikiloc, que é uma espécie de rede social de trilheiros e que permite a interação com as pessoas que fizeram as trilhas. Um cuidado especial ao usar esse aplicativo é verificar a data de realização da trilha, pois em alguns casos as informações sobre as trilhas podem estar desatualizadas.

2) Leve lanche adequado para atividades ao ar livre, evite intoxicação alimentar.

São vários os alimentos que podem ser levados para as trilhas, nas trilhas de curta duração nós gostamos de levar maçã, porque não precisa descascar, mix de castanhas, barrinhas de cereal e bolachas.

Não aconselhamos levar nenhum alimento que necessite de refrigeração, como queijos, presunto, maionese, requeijão ou ovo.

3) Use roupas adequadas.

Pode parecer óbvio, mas duas situações devem ser levadas em consideração, o frio e o calor. Parece fácil, mas em muitos casos há grande variação na temperatura durante o dia, ou há a incidência de vento (em Floripa venta muito!), que podem trazer muito desconforto térmico.

Recomendamos o uso de calças, para evitar espinhos e mosquitos. Leve um boné ou chapéu. Não faça trilhas de chinelos ou sandálias abertas, a chance de se machucar é muito grande.

O Erick gosta de usar luvas, aquelas de pedreiro são ótimas, ele se sente mais protegido nas trilhas que tem muitas pedras para subir.




4) Estude a previsão do tempo.

Nada pior que estar no meio da trilha e pegar uma chuva, vendaval ou tormenta, então estude muito bem a previsão do tempo antes de qualquer aventura. Nós utilizamos o Windy, traz informações bastante confiáveis, mas são previsões e não garantia.

5) Cuide com o horário de ida e volta.


Nós gostamos de fazer trilhas pela manhã por dois motivos principais, por ser mais fresco e porque nos dá uma margem de segurança de tempo antes de escurecer. Fazer trilha no escuro sem estar preparado é algo extremamente perigoso.



6) Leve água.

Aqui está um item fundamental, a quantidade de água a ser levada numa trilha. Não existe fórmula mágica, cada situação demanda uma quantidade. Fatores como temperatura, duração, inclinação do terreno, cobertura vegetal entre outras, influenciam diretamente sobre a quantidade de água necessária. Sugerimos pecar pelo excesso, nunca pela falta. Mas cuidado, água pesa!!!!

7) Conheça os contatos de emergência.

No caso de emergência, a quem recorrer???? Conheça os contatos de emergência como o telefone dos bombeiros da sua região, grupos de resgate, centro de informações toxicológicas. Essas informações devem ser de fácil acesso porque nas emergências tendemos a ficar nervosos e confusos.



8) Conheça primeiros socorros

Como já falamos, toda aventura envolve riscos. A maioria dos acidentes são evitáveis, mas alguns não são. Estar preparado para adversidades é fundamental. Conhecer técnicas de primeiros socorros é algo que todo o cidadão deveria aprender na escola, mas já que isso não ocorre, que tal ir atrás de um bom curso? A Cruz Vermelha rotineiramente oferece treinamentos nessa área, são maravilhosos, recomendamos.

Lá aprendemos uma frase muito interessante:

“Melhor saber e não precisar do que precisar e não saber”.


9) Cuide do seu lixo

Nunca, em hipótese alguma deixe lixo na trilha. Nem os restos de frutas!!! Dois motivos: estes restos de frutas podem servir de alimentos para fauna local e não ser adequados ou ainda a semente germinar e nascer uma árvore de uma espécie exótica, que não é daquele ecossistema. Além de ser muito feio ver restos de comida pela trilha, né. Vamos combinar.




10) Atenção aos animais peçonhentos

Os ambientes naturais são o lar de diversas espécies de animais peçonhentos como cobras, aranhas, escorpiões, lagartas e abelhas. Conhecê-los, saber os primeiros socorros em caso de acidente e conhecer o contato do centro de informações toxicológicas é fundamental. A UFRGS tem um curso online gratuito muito interessante (Veja aqui). Já a Trilhas do Sul tem um curso completo sobre primeiros socorros em áreas remotas com ênfase em animais peçonhentos (veja aqui).

Outras dicas que podemos dar é sempre andar pelo meio da trilha, evitar andar pelas bordas (instruir as crianças sobre isso também é muito importante). Não deixar as mochilas abertas nos locais de parada. Se tirar os calçados, olhar muito bem antes de calçá-los novamente. Olhar atentamente o entorno antes de se sentar ou deitar.

11) Respeite as regras dos parques.

As unidades de conservação possuem regras específicas de utilização, portanto respeitá-las é fundamental. Não importa se há ou não fiscalização, cumprir as regras é preservar o meio ambiente e é o nosso papel para garantir um ambiente agradável e seguro para o próximo. Não acenda fogueiras, não jogue lixo, não vá em grandes grupos, não dê comida aos animais, não arranque plantas.

12) Leve protetor e repelente

Itens imprescindíveis nas trilhas. Queimaduras solares e picadas de insetos são ocorrências muito frequentes nas trilhas, então não dá para abrir mão destes produtos, são fundamentais.

13) Deixe as mãos livres.

Para evitar acidentes, as mãos devem estar sempre livres durante a caminhada. Evite andar com sacolas, celular ou qualquer outro objeto nas mãos (exceto bastão de caminhada), as mãos irão proteger em caso de quedas.

Outro fator importante é não colocar as mãos em nenhum local antes de olhar. Temos a tendência de nos agarrar a galhos, troncos ou pedras para auxiliar-nos nas subidas ou em locais mais íngremes, mas isso é muito arriscado, podem existir espinhos, lagartas ou aranhas que causarão acidentes.

Outra dica que damos é de nunca subir utilizando os joelhos, além de serem sensíveis e poderem ralar ou machucar, dificultam imensamente o próximo passo caso estejam apoiados no chão.

Acreditamos que a segurança é fundamental, e quando fazemos trilhas com crianças, garantir a integridade delas é algo importantíssimo para nós. Assim, em muitas ocasiões fazemos primeiramente a trilha somente os adultos e depois, caso julguemos pertinente, voltamos com os pequenos.

Assim, se você não se sente seguro para ir com seus pequenos viver estas aventuras, sugerimos que contrate empresas que tenham essa preocupação, vá com guias que tenham experiência e treinamento em gestão da segurança, que respeitem a legislação, mas não deixe de viver este momento com seus filhos. Como já comentamos em outro post (VEJA AQUI) há diversos benefícios comprovados cientificamente da prática de trilhas e da conexão com a natureza para as crianças.

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